sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Diferença entre Capoeira Angola e Regional



REGIONAL

A CAPOEIRA REGIONAL A Capoeira Regional é uma Manifestação da cultura baiana, que foi criada em 1928 por Manoel dos Reis Machado (Mestre Bimba). Ele utilizou os seus conhecimentos da Capoeira Angola e do Batuque. A Capoeira Angola é uma manifestação primitiva que nasceu da necessidade de libertação de um povo escravizado, oprimido, sofrido e revoltado. Podemos Considera-la a mãe da Capoeira Regional O Batuque, é uma luta braba, violenta, onde o objetivo era jogar o adversário no chão usando apenas as pernas. MESTRE BIMBA DISSE “EM 1928 EU CRIEI, COMPLETA, A REGIONAL, QUE É O BATUQUE MISTURADO COM A ANGOLA, COM MAIS GOLPES, UMA VERDADEIRA LUTA, BOA PARA O FÍSICO E PARA A MENTE ".
ANGOLA

A CAPOEIRA ANGOLA ·Não sabe com certeza a origem da Capoeira Angola, alguns Mestres acreditam ter vindo da África, outros afirmam ter sido criada no Brasil pelos escravos africanos em ânsia de liberdade. Estudos científicos, como o clássico Capoeira Angola - Ensaio Sócio-Etnográfico (Rego, 1968) afirmam que ela é brasileira, pois nem um pesquisador conseguiu encontrar nada que levasse a crer que a Capoeira Angola fosse africana. Apesar de sabermos que na África existia o "Jogo de zebra", ou N'Golo, que era praticado com bastante violência, fazia parte de um ritual de passagem da infância para a vida adulta (efunda-la) onde os negros lutavam num pequeno recinto e os vencedores poderiam desposar as meninas da tribo, que ficavam moças, sem o pagamento do dote tradicional.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Capoeira Patrimonio Cultural Brasileiro


Capoeira vira Patrimônio Cultural brasileiro
Apresentação de capoeira no Mercado Modelo, em Salvador
SALVADOR NO GUIA DE DESTINOS
Em um Palácio Rio Branco cercado por aproximadamente 20 grupos de capoeira da Bahia, do Rio e de Pernambuco, no centro de Salvador, o Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) acolheu por unanimidade, na tarde desta terça (15), o pedido de registro da capoeira como Patrimônio Cultural brasileiro, feito pelo Ministério da Cultura. É o ponto alto de uma história repleta de altos e baixos. "Não se pode esquecer que a prática foi, por muitos anos, considerada crime pelo Código Penal", lembra a historiadora e capoeirista Adriana Albert Dias. "Hoje, é um símbolo nacional espalhado pelo mundo."Os registros mais antigos da capoeira vêm do século 18. Era praticada por escravos, sobretudo os vindos de Angola. O esporte-dança foi considerado crime até o fim da década de 1930. Só a partir de lá começou a alçar a fama, hoje estendida a cerca de 150 países. Agora, passa a ser um dos 14 Patrimônios Culturais do país, junto com o frevo, o samba carioca e o ofício das baianas de acarajé, entre outros."Se hoje a manifestação é legitimada como um dos principais símbolos da cultura brasileira, foi por muito sacrifício, em especial dos mais antigos", conta o historiador e pesquisador do tema Frede Abreu. "Hoje, a maioria deles está em má situação financeira." Na prática, a elevação da capoeira a Patrimônio Cultural prevê, além da inscrição, como Bens Culturais de Natureza Imaterial, do Ofício dos Mestres de Capoeira no Livro de Saberes e da Roda de Capoeira no Livro das Formas de Expressão, a criação de um plano de previdência especial para os "velhos mestres". Gente como Francisco de Assis, o mestre Gigante, de 84 anos. "Preciso muito dessa ajuda", diz Assis, que já participou de rodas de capoeira com os lendários mestres Bimba e Pastinha, ícones da expansão da atividade.Para o presidente do Iphan, Luiz Fernando de Almeida, o reconhecimento é um passo para que se estabeleçam "políticas públicas concretas" para a atividade. As próximas medidas para a preservação da capoeira, além do plano especial de previdência, de acordo com ele, são o estabelecimento de um programa de incentivo da atividade no mundo e a criação de um Centro Nacional de Referência da Capoeira, com sede em Salvador. "Vamos transformar a cidade em uma espécie de Meca da capoeira", afirma. (Tiago Décimo)

Berimbau


O berimbau ou berimbau de peito é um instrumento de corda usado tradicionalmente para fazer percussão na capoeira, para marcar o ritmo da luta. No Brasil é ainda conhecido pelos seguintes nomes: urucungo, urucurgo, orucungo, oricungo, uricungo, rucungo, ricungo, berimbau metalizado, gobo, marimbau, bucumbumba, bucumbunga, gunga, macungo, matungo, mutungo, aricongo, arco musical e rucumbo. No sul de Moçambique, este instrumento tradicional tem o nome de xitende. Em Angola chamado hungu ou m'bolumbumba (Albano de Neves e Souza).
O berimbau é constituido de um arco feito de uma vara de madeira de comprimento aproximado de 1,20m e um fio de aço (arame) preso nas extremidades da vara. Em uma das extremidades do arco é fixada uma
cabaça que funciona com caixa de ressonância. O tocador de berimbau ultiliza uma pedra ou moeda (dobrão), a vareta e o caxixi para produzir os sons do berimbau.